O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas no controle e no uso de voos da Força Aérea Brasileira, que somaram R$ 285 milhões em gastos públicos entre janeiro de 2020 e julho de 2025.
A auditoria aponta baixa ocupação das aeronaves, ausência de justificativas formais para os deslocamentos e deficiência na identificação dos passageiros.
Voos com poucos passageiros
De acordo com o levantamento, foram realizados:
- 111 voos com apenas um passageiro
- 1.585 viagens (21% do total) com até cinco pessoas
Os dados chamam atenção porque a menor aeronave da FAB tem capacidade para oito ocupantes.
O TCU estima que o governo poderia ter economizado ao menos R$ 36,1 milhões se parte das viagens tivesse sido feita em voos comerciais.
Falhas de controle
A auditoria também identificou problemas na gestão dos registros:
- 25% de uma amostra de 266 processos não foram localizados
- Em cerca de 70% dos voos avaliados, não havia identificação adequada dos passageiros
- Em vários casos, faltavam justificativas para o uso de aeronaves oficiais
Segundo o relatório, não há mecanismos eficazes para impedir o embarque de passageiros fora das regras.
Cobrança por mudanças
Diante das irregularidades, o TCU determinou que a Casa Civil apresente, em até 30 dias, um plano para revisar as regras de uso das aeronaves.
As novas diretrizes deverão ser implementadas pelo Comando da Aeronáutica em até 180 dias.




