Petróleo despenca após Trump adiar ataques ao Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão por duas semanas dos ataques militares planejados contra o Irã. A decisão, tomada após um pedido de mediação do Paquistão e condicionada à imediata reabertura do estratégico Estreito de Ormuz – por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial –, trouxe um alívio imediato aos mercados globais e afastou o temor de uma escalada militar que poderia ter consequências devastadoras para a população e a economia.

A notícia de um cessar-fogo bilateral gerou uma onda de otimismo. O barril de West Texas Intermediate (WTI), principal referência do petróleo bruto nos EUA, despencou 16%, sendo negociado a menos de US$ 95. Simultaneamente, os contratos futuros do S&P 500 registraram alta de mais de 2%, enquanto o dólar recuou de forma generalizada, perdendo o status de principal refúgio dos investidores durante a recente turbulência.

A tensão na região vinha abalando os mercados de energia, elevando o preço do petróleo WTI em quase 70% desde o início do conflito, em fevereiro. O bloqueio imposto pelo Irã ao Estreito de Ormuz, uma via crucial para o comércio global, foi o catalisador dessa crise econômica.

Anteriormente, o presidente Trump havia estabelecido um ultimato até as 21h daquela terça-feira, 6 de abril de 2026 (horário de Brasília), para que o Irã chegasse a um acordo com os Estados Unidos e reabrisse o estreito. Suas ameaças incluíam a destruição de pontes e usinas de energia iranianas, chegando a declarar, mais cedo no mesmo dia, que uma “civilização inteira” poderia perecer com os ataques previstos.

Contudo, a intervenção de autoridades paquistanesas, que facilitam conversas indiretas entre Washington e Teerã, foi decisiva. “Concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO de dois lados!”, declarou Trump, sinalizando uma janela de diálogo.

Com o anúncio, os contratos futuros indicaram ganhos generalizados nas bolsas da Ásia, que vinham sofrendo a pressão da guerra e da alta dos preços de energia. Além disso, os contratos futuros dos Treasuries de 10 anos subiram cerca de 15 pontos, reforçando a percepção de um cenário global mais estável.

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