O viced-líder do governo Lula no Senado, Weverton Rocha (PDT-MA), realizou viagem aos Estados Unidos a bordo de um jatinho particular administrado por empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que está preso. A viagem ocorreu no segundo semestre de 2025.
O deslocamento foi feito ao lado do advogado e empresário Willer Tomaz, que afirma ser um dos proprietários da aeronave. Tomaz esteve envolvido no escândalo de corrupção da JBS de Joesley e Wesley Batista, e também chegou a ser preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Greenfield..
De acordo com registros da aviação, o voo partiu de Brasília em 3 de setembro, com escala no Caribe antes de seguir para a região de Nova York.
O avião utilizado é um jato executivo modelo Legacy 600, com capacidade para dezenas de passageiros e avaliado em milhões de reais.
O senador declarou que a viagem teve caráter estritamente pessoal e que não houve uso de recursos públicos.
Segundo ele, o convite partiu de Tomaz, responsável por custear integralmente o deslocamento.
O advogado, por sua vez, afirmou deter participação na aeronave em regime de copropriedade e negou qualquer relação com Vorcaro no que diz respeito ao jato utilizado.
A aeronave é operada por uma empresa de gestão de voos executivos que, em período anterior, contou com participação societária de Vorcaro, nome que passou a figurar em investigações de grande repercussão envolvendo o sistema financeiro.
O ex-banqueiro foi ligado a apurações da Polícia Federal sobre supostas fraudes bilionárias que resultaram na liquidação do Banco Master e impacto expressivo no mercado.
Apesar das negativas de vínculo direto entre o proprietário do avião e Vorcaro, o caso se insere em um contexto mais amplo de uso recorrente de aeronaves privadas por autoridades públicas.
Registros recentes mostram que jatinhos associados a empresas ou pessoas do mesmo círculo empresarial já foram utilizados por diferentes agentes políticos em outras ocasiões.
A proximidade pessoal entre Weverton Rocha e Willer Tomaz também foi destacada, com relatos de relação familiar entre ambos.
A viagem incluiu ainda familiares dos dois, reforçando a versão de que o deslocamento não teve caráter institucional.
O episódio amplia o debate sobre transparência e a relação entre agentes públicos e estruturas privadas de alto custo, especialmente quando envolvem empresas ou personagens que já estiveram no centro de investigações relevantes no país.
Deu no Diário do Poder




