O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, presta depoimento nesta quarta-feira (8) à CPI do Crime Organizado no Senado.
A oitiva deve se concentrar nas investigações envolvendo o Banco Master e, especialmente, em uma reunião realizada no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo o requerimento que embasou o convite, o objetivo é esclarecer eventuais dúvidas sobre possível interferência política ou econômica em processos de fiscalização do sistema financeiro.
O encontro ocorreu em dezembro de 2024 e não constava na agenda oficial. À época, Galípolo ainda era indicado para a presidência do Banco Central.
A CPI busca esclarecer o contexto da reunião e sua relação com decisões envolvendo o Banco Master, alvo de investigação.
Depoimento de Campos Neto foi dispensado
A comissão também havia convocado o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. No entanto, ele foi dispensado da obrigatoriedade de comparecimento por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
CPI deve ser encerrada sem prorrogação
A CPI tem prazo de funcionamento até 14 de abril e não deve ser prorrogada. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, indicou que seguirá entendimento do STF e encerrará os trabalhos dentro do prazo.
O relator da comissão, Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que a decisão considera o calendário eleitoral e limita a continuidade das investigações.
Agenda paralela no Senado
Além da CPI, Galípolo tem reunião prevista com senadores para discutir a proposta de emenda à Constituição que trata da autonomia financeira do Banco Central.
Participam do encontro os senadores Plínio Valério (PSDB-AM), relator da proposta, e Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça.




