Bolsonaro é vítima de ‘lawfare’ e perseguição, diz senador

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), manifestou-se na noite desta segunda-feira (6) a respeito da prisão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que atualmente se encontra em prisão domiciliar.

Em entrevista ao canal Inteligência LTDA, o parlamentar diz que seu pai foi vítima de “lawfare” e sofreu perseguição política em seu mandato inteiro como presidente (de 2019 a 2022).

“Como a gente vê aqui a ‘lawfare’, termo jurídico usado, e essa perseguição que começou a existir, não é de agora, contra pessoas de direita, ele não calculou que iria ser um processo como ele sofreu”, disse Flávio.

Flávio ainda rebateu o processo 2668, denominado “trama golpista”, e com a relatoria de Alexandre de Moraes (STF), no qual condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por “liderar” o núcleo que visava aplicar um suposto golpe de Estado para se manter no poder.

“Um processo em que o relator [Moraes] é uma suposta vítima. O relator escolhe quem são os investigadores, o relator se mete nas investigações, ele manipula depoimentos, ele tortura o Cid [Mauro Cid] pra falar coisa que não aconteceu, ameaçando a família”, declarou.

Ainda sobre a ação, o senador afirmou que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), onde Jair Bolsonaro foi julgado, não seria o fórum adequado para o julgamento, e sim, em primeira instância, referente aos casos de outros ex-presidentes.

“Ele foi julgado por seus inimigos. O Alexandre de Moares é um inimigo declarado publicamente. O Flávio Dino, antes de ser ministro, falava que o Bolsonaro é o demônio na terra”, disse.

Para finalizar, ele falou do atual estado de saúde de Bolsonaro e disse que as crises de refluxo nunca cessaram depois do atentado sofrido à facada em 2018.

“O cara fica soluçando, e para ele melhorar, ele precisa tomar remédio forte que dá efeito colateral, onde ele fica com sonolência, com desequilíbrio, tontura”, finalizou.

O termo “Lawfare”

Em termos simples, o lawfare pode ser entendido como o uso da legislação com arma para alcançar um fim político-social, um tipo assédio judicial que tem como objetivo calar o adversário ou minar a sua credibilidade perante à sociedade.

Essa prática é planejada de forma que aparente acontecer dentro da legalidade e, muitas vezes, essa aparência é criada com o auxílio da imprensa.

Por esse motivo, o termo é utilizado, na maior parte das vezes, com uma conotação negativa, pois passa a ideia de um uso abusivo e ilegítimo da lei para prejudicar um determinado adversário.

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