Foto: Ricardo Stuckert/PR
Diante de um cenário de desgaste na opinião pública, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma série de medidas com foco direto no bolso do consumidor. A iniciativa surge a poucos meses da eleição de 2026, em um momento em que a desaprovação supera a aprovação nas pesquisas.
Entre as ações em discussão estão subsídios para conter a alta dos combustíveis, apoio ao gás de cozinha e alternativas para segurar o preço da energia elétrica. Também está em elaboração um novo programa de renegociação de dívidas, com possibilidade de descontos elevados, mirando principalmente famílias endividadas.
A preocupação do Planalto passa pelo impacto direto desses custos no dia a dia da população. O aumento do diesel, por exemplo, pode pressionar toda a cadeia produtiva, enquanto o encarecimento do gás e da luz afeta principalmente as camadas mais vulneráveis. Por isso, a equipe econômica avalia ampliar intervenções para evitar novos desgastes.
Além das medidas já desenhadas, o governo também discute recuos em pautas impopulares, como a taxação de compras internacionais de baixo valor. A ideia é reduzir a rejeição em temas que têm forte repercussão nas redes sociais e no eleitorado.
Nos bastidores, a avaliação é de que apenas indicadores econômicos positivos não têm sido suficientes para melhorar a imagem do governo. Com isso, a estratégia passa a combinar ações práticas com comunicação política, tentando reconstruir a percepção de bem-estar e confiança antes do início oficial da campanha.
Com informações do jornal O Globo




