O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixará uma “herança maldita” nas contas públicas, com aumento expressivo da dívida. A declaração foi feita em entrevista à CNN Brasil.
“Este governo vai deixar uma herança maldita. Eles vão deixar para a sociedade brasileira quase R$ 1,5 trilhões de acréscimo à dívida pública”, afirmou.
Marinho disse que o atual governo não tem um projeto estruturado para o País e acusou a gestão petista de priorizar a permanência no poder. “O projeto que o PT tem é um projeto de perpetuação de poder. Ele não tem um projeto de País”, declarou.
As declarações de Rogério ocorrem após o Banco Central divulgar que a dívida bruta do governo subiu para 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em fevereiro. É o maior patamar para o número desde novembro de 2021, quando foi registrado um endividamento de 79,5% do PIB. Considerando o acumulado dos 12 meses anteriores até fevereiro, o deficit nominal do setor público consolidado – formado por União, Estados, municípios e estatais – foi de R$ 1,089 trilhão.
Ao comparar com a gestão anterior, o senador citou a evolução da relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB). “Nós recebemos o governo com 75% de relação dívida-PIB. Nós entregamos o País com essa relação em 71%. E foi a primeira vez desde 1985 que isso aconteceu”, disse.
Segundo o senador, projeções indicam deterioração do indicador ao final do atual mandato. “Agora, de acordo com o IFI, que é o Instituto Fiscal Independente do Senado da República, se estima que nós vamos concluir esse período do governo do Lula com alguma coisa como 81% de relação dívida-PIB”, afirmou.
O senador também criticou a condução da política econômica e seus efeitos sobre a população. “A forma irresponsável como o Lula se comporta, que dá com uma mão e tira com as duas, porque ataca o poder de compra da população mais pobre”, disse.
Para Marinho, o aumento da dívida pública terá impacto direto sobre as condições de vida da população. “Isso acontece porque este governo vai deixar uma herança maldita”, afirmou, ao repetir a estimativa de crescimento do endividamento.
Ele concluiu com críticas à condução do governo federal. “Isso precisa ser dito para mostrar o que um governo irresponsável, populista, que está muito mais preocupado, além de aparelhar e assaltar a máquina pública, se perpetuar no poder, mesmo que o custo de tudo isso seja a destruição das finanças públicas”, disse.
Durante a gestão anterior (2019-2022), Rogério Marinho foi, inicialmente, secretário geral de Previdência e Trabalho — integrando a estrutura do Ministério da Economia — e, depois, ministro do Desenvolvimento Regional.
Deu no Agora RN




