O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, apresentado nesta sexta-feira (27), menciona o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), por sua proximidade com assessores e familiares de pessoas investigadas, embora ele não tenha sido indiciado. Segundo o relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), essas relações dificultaram o andamento das apurações.
O documento destaca a ligação de Alcolumbre com o advogado Paulo Boudens, ex-assessor do senador, que responde a acusações de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e advocacia administrativa. Boudens teria recebido R$ 3 milhões da empresa Arpar, apontada pela Polícia Federal como envolvida na lavagem de recursos desviados de aposentados.
Gaspar detalha que, em 2009, Alcolumbre empregava Boudens, sua irmã Jaqueline e o sobrinho Thales Boudens. Entre 2018 e 2023, a esposa de Boudens, Rafaela, trabalhou com o senador. O relator também criticou a decisão de Alcolumbre de manter sob sigilo de 100 anos as visitas ao Senado do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, o que, segundo ele, dificultou a identificação de outros envolvidos políticos na organização criminosa.
Entre os indiciados pelo relatório final, está o senador Weverton Rocha (PDT-MA), aliado de Alcolumbre, mas o presidente do Congresso não figura na lista de indiciamentos, recebendo apenas menção sobre suas conexões com pessoas investigadas pela CPMI.
Com informações Metrópoles




