Ratinho se envolveu em mais uma polêmica. Depois de ser acusado de transfobia após as recentes falas contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), o apresentador detonou Wagner Moura por suas declarações sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a divulgação internacional do filme O Agente Secreto, que disputou o Oscar 2026.
O comunicador iniciou seu comentário elogiando os trabalhos do ator, relembrando papéis marcantes do baiano, como o Capitão Nascimento, em Tropa de Elite, e o narcotraficante Pablo Escobar, na série Narcos.
“Aquele menino que disputou o Oscar e perdeu, o Wagner Moura, conheço como Capitão Nascimento, um baita de um ator, depois foi o que fez um outro dos narcotraficantes, o Pablo Escobar, sensacional, é um baita de um ator”, falou.
Na sequência, porém, o apresentador mudou o tom e fez críticas diretas ao posicionamento político do baiano. “Wagner, esquece o Bolsonaro, cara. Para de falar dele. Qual o motivo de falar dele? O cara tá doente, quase morrendo e você falando mal do cara nos Estados Unidos. Cala a sua boca, porra. Que isso? Fala outra coisa”.
“Continua sendo o Capitão Nascimento, continua sendo o baita do ator que você é, esquece essa coisa de política. Se não, a gente vai morrer ou vamos se matar. O Brasil é um só. Nosso povo é um só. Vamos deixar a política pra hora que tem que ser política, na hora da urna. Aí vota do jeito que você quiser”, completou Ratinho.
As declarações de Wagner Moura criticadas por Ratinho não têm relação com o estado de saúde de Jair Bolsonaro. Em entrevistas recentes nos Estados Unidos, o ator comentou sobre a política brasileira e o contexto em que surgiu o filme “O Agente Secreto”, que rendeu ao baiano a indicação ao Oscar de Melhor Ator.
No programa Jimmy Kimmel Live!, Moura disse que cogitava agradecer a Bolsonaro se vencesse o Oscar, em referência ao agradecimento irônico que o apresentador americano fez a Donald Trump. “Eu pensei que era uma ideia brilhante e que eu deveria basicamente agradecer ao Bolsonaro. Bolsonaro é o nosso Donald Trump brasileiro”, afirmou.
Em seguida, Kimmel reforçou a comparação, falando que, na visão dele, Bolsonaro é “anti-gay, anti-mulher, anti-todo mundo”. E “anti-democracia”, completou o brasileiro. O artista também comentou que “O Agente Secreto” nasceu do estranhamento que ele e o diretor do filme, Kleber Mendonça Filho, sentiram em relação ao que acontecia no Brasil durante o governo Bolsonaro (2018-2022).
Deu no Correio 24h




