Fundo ligado à Reag teria recebido R$ 1 bilhão de empresas ligadas à lavagem de dinheiro do PCC

Foto: Reprodução/Instagram

Relatórios enviados ao Conselho de Controle de Atividades Financeirasapontam que o fundo Gold Style, administrado pela Reag Investimentos, recebeu cerca de R$ 1 bilhão de empresas investigadas por ligação com o Primeiro Comando da Capital. Os dados foram encaminhados à CPI do Crime Organizado no Senado e abrangem movimentações entre 2023 e 2025.

De acordo com as informações, os repasses incluem valores expressivos de companhias apontadas pela Polícia Federal do Brasil como parte de um esquema de lavagem de dinheiro no setor financeiro. Entre elas está a Aster Petróleo, que teria transferido mais de R$ 750 milhões ao fundo, além de fintechs como BK Bank e Inovanti, também citadas nas investigações.

O fundo, que possui cerca de R$ 2 bilhões em ativos segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários, também realizou movimentações relevantes. Um dos comunicados indica o envio de R$ 180 milhões para uma empresa ligada a familiares do banqueiro Daniel Vorcaro, preso em operação recente.

A Reag Investimentos já foi alvo de operações como a Compliance Zero e a Carbono Oculto, que investigam esquemas bilionários de fraude e lavagem de dinheiro. A suspeita é que a estrutura de fundos da empresa tenha sido usada para ocultar a origem de recursos ilícitos e dificultar a identificação dos beneficiários finais.

As investigações seguem em andamento e devem aprofundar a análise sobre o uso de fundos de investimento em operações financeiras suspeitas, ampliando o cerco a organizações criminosas que atuam no sistema financeiro.

Com informações do G1

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