Guerra e imposto devem causar nova alta nos combustíveis a partir desta segunda-feira

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A diretora do Procon Natal, Dina Perez, afirmou que os efeitos da guerra no Oriente Médio, somado a uma atualização do preço médio ponderado ao consumidor final, devem causar uma nova alta no preço do combustíveis a partir desta segunda-feira (16).

Segundo ela, o aumento devido a guerra que envolve o Irã é um consequência do status econômico do petróleo, tratado como uma moeda global. Especialistas apontam que o aumento do preço do petróleo é diretamente impulsionado pela guerra no Irã, pois o conflito no Oriente Médio ameaça o abastecimento global, gerando temores de menor oferta e instabilidade nas rotas de exportação.

“De fato, a guerra vai impactar no bolso do consumidor, não só natalense, mas no bolso do consumidor mundial, em virtude do petróleo ser uma moeda global. Quando há o aumento do petróleo, isso impacta em toda a cadeia produtiva de uma sociedade”, disse.

Ainda de acordo com Perez, o governo federal já estabeleceu, através do Confaz (Conselho Fazendário) uma atualização do preço médio ponderado ao consumidor final, um valor de referência usado para calcular o ICMS.

 “Quando esse valor sobe, o imposto efetivo também subirá. E isso, obviamente, vai impactar no bolso do consumidor brasileiro e também no bolso do consumidor natalense. Então, o consumidor tem que ficar preparado porque, possivelmente, a partir de segunda-feira, haverá um novo aumento”, disse.

Refinaria

O cenário de aumentos se intensifica devido a outro fator. A diretora do Procon Natal lembrou que a refinaria Clara Camarão anunciou o aumento do preço do diesel a R$ 1,00 e da gasolina a R$ 0,30.

“Tudo isso também vai impactar no bolso do consumidor e o Proconatal continua atuando e fiscalizando os postos de gasolina da nossa cidade, notificando os postos, solicitando documentos para que a gente possa analisar essa documentação e verificar se, de fato, esse aumento está dentro da legalidade ou se houve aí uma abusividade diante do Código de Defesa do Consumidor”, disse.

Ela reforçou que, caso as fiscalizações apontem irregularidades na aplicação dos preços, os postos poderão ser multados entre R$ 600 e R$ 13 milhões.

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