Houve ao menos dez encontros pessoais entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco Master, de acordo com investigação da Polícia Federal. A maior parte desses encontros ocorreram em Brasília, em festas e jantares confirmadas em troca de mensagens.
A PF também citou repasses de R$35 milhões do fundo Arleen, ligado ao banqueiro, para a empresa Maridt, na qual Toffoli é sócio dos próprios irmãos. A movimentação financeira chamou atenção, segundo as investigações, por terem ocorrido muito tempo após a Maridt vender sua participação de resort ao fundo Arleen. A venda teria sido acertada em 27 de setembro de 2021 e o pagamento de R$35 milhões seriam pagos em 2024 e 2025, segundo mensagens atribuídas a Fabiano Zettel e Daniel Vorcaro.
As revelações da PF sobre os encontros entre o ministro e o banqueiro, encaminhado às autoridades, citam também outros indícios. Após a entrega do relatório, houve uma reunião entre ministros do STF na qual o ministro Luiz Fux mencionou que o banqueiro e Toffoli mantiveram “seis minutos de conversa”.
Como vinha sendo questionado sobre sua relação com Vorcaro, Toffoli alegou durante reunião com ministros, que resultou na sua saída da relatoria do caso, que não haveria amizade entre eles e que, portanto, não justificativa para alegação de suspeição.
Deu no Diário do Poder




