Em 2025, a União registrou um aumento nos gastos com diárias, passagens e locomoção de autoridades e servidores federais que alcançaram R$3,88 bilhões.
De acordo com informações do Tesouro Nacional compiladas por veículos de imprensa, esse valor representa o maior patamar real desde 2014 na série histórica que começou em 2011.
Do total das despesas registradas no ano passado, R$2,25 bilhões foram pagos em diárias e R$1,63 bilhão em passagens e locomoção.
Os números, já descontada a inflação, mostram uma alta real de 3,7% em relação aos R$3,74 bilhões de 2024.
Parte desse aumento nos gastos está associada à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ampliar o número de ministérios de 23 para 38 no início do terceiro mandato, o que aumentou a demanda por deslocamentos oficiais e pagamento de diárias.
O comparativo histórico indica que, mesmo com a alta recente, o total de 2025 ainda ficou abaixo do recorde absoluto de R$4,52 bilhões registrado em 2014, durante o governo de Dilma Rousseff (PT).
Ao se analisar a série dos últimos três anos, entre 2023 e 2025 o custo total com diárias e passagens atingiu R$11,24 bilhões, superando os R$8,32 bilhões gastos ao longo dos quatro anos do governo Jair Bolsonaro (PL).
Esses valores refletem um incremento contínuo nas despesas de deslocamento da administração federal, em um contexto de retomada de agendas presenciais e intensificação das viagens oficiais.
O tema ganhou destaque no debate público em Brasília diante da pressão por controle dos gastos e eficiência da máquina pública, especialmente em rubricas associadas à mobilidade de autoridades e auxiliares.
Deu no Diário do Poder




