STF recebe relatório que detalha atividades e rotina de Bolsonaro na prisão

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A administração da Penitenciária da Papudinha enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (30), um relatório com detalhes sobre a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no período entre 15 e 27 de janeiro de 2026. O documento atende a uma solicitação feita no início da semana pelo ministro Alexandre de Moraes.

Segundo o relatório, Bolsonaro recebe acompanhamento médico diário, com atendimentos realizados tanto por profissionais particulares quanto por equipes da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal. De acordo com a direção da unidade prisional, os cuidados prestados pela rede pública são, em sua maioria, avaliações clínicas de rotina, voltadas ao monitoramento preventivo da saúde.

Entre os procedimentos descritos estão a aferição de sinais vitais, como pressão arterial, frequência cardíaca e saturação periférica de oxigênio, além de avaliações clínicas sumárias.

O documento também informa que o ex-presidente iniciou sessões de fisioterapia em 17 de janeiro, atividade que passou a ocorrer de forma quase diária. Além disso, ele mantém uma rotina regular de caminhadas como prática de atividade física, realizadas na maior parte dos dias analisados.

Em relação às visitas, a administração da Papudinha registrou que Bolsonaro recebe semanalmente a esposa, Michelle Bolsonaro, às quartas e quintas-feiras, conforme as normas do presídio. O relatório aponta ainda que os encontros com a equipe de advogados acontecem com frequência praticamente diária.

O ex-presidente também participou, em alguns dias do período analisado, de atividades de capelania — serviço de assistência religiosa do sistema prisional que inclui acompanhamento espiritual, orações e aconselhamento.

Até o momento, conforme o documento, não há registro de participação de Bolsonaro em atividades laborais internas nem em programas de remição de pena por leitura.

O relatório menciona ainda que, no dia 20 de janeiro, Bolsonaro foi submetido a uma perícia médica realizada pela Polícia Federal. O texto não detalha o conteúdo nem a motivação específica da avaliação.

A perícia havia sido previamente determinada por Alexandre de Moraes e é considerada um elemento relevante para a análise de um eventual pedido de concessão de prisão domiciliar.

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