Styvenson ou Álvaro redefinem chapa de oposição ao Governo

Depois de se reunir nesta terça-feira (20), em Natal, com o senador Styvenson Valentim (PSDB) e o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos), o senador Rogério Marinho (PL) deverá anunciar, em coletiva de imprensa marcada para a manhã desta quarta-feira (21), quais serão os próximos passos do grupo para as eleições, com a possível revelação do nome que será indicado para concorrer ao Governo do Rio Grande do Norte. Caso o nome de Marinho seja retirado da disputa para assumir a coordenação da campanha presidencial em nível nacional, as apostas se voltam para Styvenson ou Álvaro.

A coletiva ocorrerá na sede do Partido Liberal (PL) no Rio Grande do Norte, a partir das 10h, e foi comunicada à imprensa na tarde de ontem pelo próprio Rogério Marinho. O encontro também deverá confirmar a desistência de sua candidatura ao governo estadual. Após a publicação de um vídeo em suas redes sociais, no qual destaca que “lealdade não prescreve”, em referência à aliança com o ex-presidente Jair Bolsonaro, Marinho alimentou especulações de que não disputará as eleições, como vinha sendo ventilado. “Gratidão e lealdade não prescrevem. Precisamos colocar o Brasil acima de projetos pessoais, como nos mostrou Bolsonaro. Agora, é hora de unir esforços para derrotar o projeto de poder de Lula e PT, seguindo a decisão do PR Jair Bolsonaro e elegendo Flávio Bolsonaro Presidente da República!”, escreveu.

A mensagem teria sido confirmada por ele aos aliados potiguares devido a um apelo do ex-presidente Jair Bolsonaro para assumir a coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), papel que o colocaria no centro das articulações nacionais da direita. No mesmo vídeo, Rogério Marinho afirmou: “A forma excepcional que o presidente se encontra, que é o nosso maior líder, Bolsonaro, leva a atitude que ele tomou e que, na nossa opinião, unifica o campo da direita e agora nós vamos buscar atrair o centro e o centro-direita. Mas a direita, representada pelo Partido Liberal, está unificada em torno do nome do senador Flávio Bolsonaro. Na hora em que o principal representante do nosso partido tomou essa decisão, todos nós estaremos juntos”.

Sonho

Já o senador Styvenson Valentim confirmou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que participaria de reunião com Rogério Marinho e Álvaro Dias e admitiu, de forma indireta, que pode voltar a disputar o Governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026, caso haja convergência dentro do grupo político que o acompanha. Em discurso marcado por tom de autocrítica e apelo direto à população, o parlamentar relembrou a candidatura isolada em 2022 e afirmou que reconheceu erros, dizendo ter aprendido com o resultado do pleito. “E eu sei que hoje não é fácil as conversas que eu preciso ter, que eu preciso ouvir. O sonho de ter um estado melhor, todo político tem, mas aí meu filho, ainda faltam alguns requisitos pra que a gente possa executar e chegar aonde a gente quer. Sozinho a gente não vai chegar a lugar nenhum”, afirmou.

Segundo Styvenson, a experiência serviu de aprendizado político e pessoal. Ele destacou que, apesar de manter suas convicções e o discurso de independência, compreendeu que projetos majoritários exigem diálogo, alianças e construção coletiva. “Eu entendi o recado, assumi meus erros e aprendi com tudo isso”, disse.

O senador também ressaltou que, embora esteja disposto a conversar com lideranças políticas e ampliar articulações, sua principal base continua sendo a população. “Meu bloco, meu grupo, sempre foi você, sempre foi a população. Por mais que eu converse com A ou B, é você que realmente me interessa”, afirmou.

Sem confirmar oficialmente uma pré-candidatura, Styvenson deixou claro que qualquer decisão passará pelo reconhecimento de sua trajetória política e pelo apoio popular que construiu ao longo dos anos. “Não vou entregar isso de mão beijada a ninguém que não fez o que eu fiz para ter o apoio que tenho hoje”, completou.

Mudança

O movimento ocorre em meio à reconfiguração do cenário político estadual após o vice-governador Walter Alves (MDB) anunciar que não irá assumir o Executivo estadual em caso de uma eventual renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT), pré-candidata ao Senado.

Walter confirmou que será candidato a deputado estadual em 2026 e reafirmou apoio à reeleição do presidente Lula (PT), alinhado ao presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e ao presidente nacional do PT, Edinho Silva. No entanto, deixou claro que, no plano estadual, o MDB deverá caminhar ao lado dos partidos da Federação União Progressista (União Brasil e PP) e do PSD, que defendem a pré-candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), ao Governo do Rio Grande do Norte.

Deu na Tribuna do Norte

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