O senador Rogério Marinho (PL), presidente estadual do partido, não será candidato ao Governo do RN em 2026. A decisão foi comunicada em reunião com deputados do PL e marca uma mudança estratégica: Marinho vai coordenar a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro, atendendo a um pedido direto do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A saída de Rogério da disputa estadual tem impacto imediato no campo da oposição no RN. O movimento desmonta o desenho que vinha sendo trabalhado até agora e obriga o grupo político que gravita em torno do senador a acelerar novas definições para a chapa majoritária.
Com Rogério fora do páreo, o bloco formado pelo senador Styvenson Valentim (PSDB), o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) e o prefeito da capital, Paulinho Freire (União Brasil), passou a discutir dois cenários principais para 2026.
No primeiro, Álvaro Dias entraria na disputa pelo Governo do Estado. Nesse arranjo, ganharia força uma disputa interna por espaços estratégicos, envolvendo o presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Babá Pereira, e o coronel Hélio, nome ligado ao PL. Pela influência direta sobre os prefeitos, Babá é visto nos bastidores como favorito.
O segundo cenário, que vem sendo articulado com mais intensidade, prevê Styvenson Valentim como candidato ao Governo do RN. Álvaro Dias disputaria o Senado, ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza. Essa é a configuração que parte do grupo de Rogério tenta consolidar.
Styvenson quer mais 8 anos no Senado
Apesar das articulações, Styvenson tem reiterado a aliados que seu plano principal é buscar a reeleição ao Senado Federal. Pesquisas indicam que ele aparece em posição confortável na disputa, com estrutura política já organizada.
Mesmo assim, segundo revelou a jornalista Anna Ruth Dantas, da 98 FM Natal, uma “tropa de choque” atua nos bastidores para convencê-lo a mudar de estratégia.
O argumento é que Styvenson seria o nome com maior capacidade eleitoral para enfrentar uma eventual candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), ao Governo do Estado. As conversas continuam, mas o desfecho ainda é incerto.
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