A Arena das Dunas entrou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro cobrando do Vasco da Gama o valor de R$ 700 mil por um amistoso que não aconteceu em julho do ano passado. A quantia havia sido antecipada pela gestão do estádio para um jogo entre o time carioca e o Montevideo Wanderers, do Uruguai, no período em que o calendário do futebol brasileiro estava paralisado para a disputa da Copa do Mundo de Clubes da Fifa. No entanto, a partida foi cancelada. Na época, a Arena afirmou que o jogo não ocorreu por “motivos de logística internacional” e o Vasco mencionou “descumprimento contratual por parte da organização”.
A TRIBUNA DO NORTE teve acesso ao processo. A ação da Arena das Dunas pedia, em tutela de urgência, o bloqueio do montante alegando “fragilidade patrimonial e risco de não cumprimento de suas obrigações financeiras” por parte do Vasco, que se encontra em recuperação judicial, mas a juíza do caso indeferiu o pedido.
“Pelo exposto, INDEFIRO, POR ORA, o pedido de tutela cautelar de arresto formulado pela Autora, sem prejuízo de ulterior reexame do pedido, após a apresentação da defesa e a produção de provas que permitam uma análise mais aprofundada do fato gerador da obrigação de restituir e sua correlação com o regime da recuperação judicial da Ré”, escreveu a juíza Sabrina de Borba Britto Ravache, em despacho emitido no último dia 19 de dezembro.
No despacho, a magistrada também recomendou que o advogado da Arena das Dunas entrasse em contato diretamente com representantes do Vasco da Gama, para tratar sobre a possibilidade de acordo que ponha fim ao processo.
Em nota, a Arena das Dunas informou que ajuizou a ação visando resguardar seus interesses e a boa governança contratual, diante da necessidade de reaver valores antecipados para a realização de amistoso que, no entendimento da Arena, deixou de ocorrer por descumprimento do Vasco.
“A Arena reafirma que cumpriu as obrigações e regras contratuais pactuadas, tendo sido surpreendida com o não acontecimento do jogo, motivo pelo qual busca, pela via judicial, a recomposição do equilíbrio e a proteção do seu patrimônio e de suas atividades”, disse em nota.
A partida cancelada
O amistoso entre Vasco e Montevideo Wanderers foi marcado para o dia 5 de julho do ano passado, mas acabou cancelado um dia antes da partida.
Como mostra o processo, o contrato que deu origem ao crédito de R$ 700 mil ao Vasco foi firmado em 27 de junho do mesmo ano, oito dias antes da data que o jogo tinha sido marcado.
Milhares de torcedores tinham comprado ingressos para a partida, e a Arena das Dunas efetuou o reembolso dos valores.
Na época, o Vasco disse que as empresas responsáveis pela organização do evento não honraram os compromissos assumidos, além de deixarem de apresentar as garantias exigidas no acordo firmado. Diante desse cenário, o Vasco suspendeu a viagem da delegação para Natal na véspera.
O clube também tinha anunciado que adotaria as medidas legais cabíveis à luz do contrato para salvaguardar seus direitos.
Leia nota da Arena das Dunas na íntegra:
“A Arena das Dunas informa que ajuizou ação visando resguardar seus interesses e a boa governança contratual, diante da necessidade de reaver valores antecipados para a realização de amistoso que, no entendimento da Arena, deixou de ocorrer por descumprimento do Vasco.
A Arena reafirma que cumpriu as obrigações e regras contratuais pactuadas, tendo sido surpreendida com o não acontecimento do jogo, motivo pelo qual busca, pela via judicial, a recomposição do equilíbrio e a proteção do seu patrimônio e de suas atividades.
Arena das Dunas Concessão e Eventos S.A.”
Deu na Tribuna do Norte




