Gonet pede que STF rejeite pedido de acesso a visitas de Lulinha e mulher de Moraes no Senado

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se nesta quinta-feira (22) contra uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que exige a divulgação dos registros de entrada e saída no Senado de pessoas ligadas à política e ao mercado financeiro. Entre os citados no pedido estão Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes; Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e José Ferreira da Silva, o Frei Chico, respectivamente filho e irmão do presidente Lula (PT), além do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, e outras quatro pessoas.

A manifestação da PGR foi encaminhada ao ministro Luiz Fux, relator do mandado de segurança impetrado pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter. O parlamentar recorreu à Suprema Corte após o Senado negar o fornecimento do histórico de visitas cobrado via Lei de Acesso à Informação, referente ao período de fevereiro de 2019 a fevereiro de 2026. Enquanto o vereador sustenta que os dados são de interesse público e cruciais para a transparência, a Mesa do Senado indeferiu a solicitação argumentando que se trata de informações pessoais e protegidas por lei.

Em seu parecer, Gonet apontou obstáculos processuais para o prosseguimento do caso no STF. Segundo o procurador-geral, a Corte não possui competência para julgar a matéria, uma vez que o indeferimento do pedido foi assinado por órgãos administrativos do Senado, e não pela presidência da Casa. Além disso, o chefe da PGR destacou que o mandado de segurança exige a comprovação de violação de um direito individual direto, não podendo ser utilizado como instrumento para a defesa genérica do interesse coletivo.

Em manifestação prévia nos autos, o Senado defendeu o sigilo das entradas alegando que a exposição pública dos visitantes poderia expor fontes, interlocutores e contatos de congressistas, permitindo a reconstrução de agendas políticas e violando prerrogativas do mandato parlamentar. A instituição reforçou ainda que a coleta desses dados atende exclusivamente a fins de segurança institucional e que órgãos oficiais de investigação possuem caminhos próprios para acessá-los, se necessário.

Sem entrar no mérito sobre se os citados efetivamente estiveram nas dependências da Casa ou se os dados deveriam ser abertos, Gonet limitou-se às preliminares jurídicas e recomendou a rejeição sumária da ação. A decisão final caberá ao relator, ministro Luiz Fux.

Com informações da Jovem Pan

Deixe um comentário

Rolar para cima