Foto: Wilton Junior / Estadão
A disputa pela Presidência da República entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, tem potencial para se consolidar como a mais acirrada e polarizada da história do Brasil desde 1994, de acordo com as projeções das pesquisas eleitorais.
Dados da pesquisa Quaest mais recente apontam que a diferença nas intenções de voto no primeiro turno entre os dois concorrentes é de apenas 4,7 pontos percentuais. Lula registra 43,5% dos votos válidos, enquanto Flávio pontua 38,8%.
Este cenário demonstra uma distância ainda menor do que a verificada na disputa de 2022, quando Lula obteve 48,3% dos votos válidos no primeiro turno contra 43,2% de Jair Bolsonaro, uma margem de 5,2 pontos percentuais. A soma das intenções de voto dos dois principais nomes também atingiu um patamar inédito, alcançando juntos 69,6% no primeiro turno. Em 2018, por exemplo, o abismo entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad no primeiro turno foi muito mais amplo, de 16,7 pontos percentuais.
Histórico de Disputas e Fatores da Polarização
Historicamente, antes da consolidação desta forte polarização em torno de Lula e do sobrenome Bolsonaro, visto por uma parcela do eleitorado como o único capaz de fazer frente ao lulismo, as eleições mais apertadas haviam ocorrido em 2006 (quando Lula superou Geraldo Alckmin por 7 pontos no primeiro turno) e em 2014 (com Dilma Rousseff vencendo Aécio Neves por 8 pontos de diferença). Nas pontas mais distantes, Fernando Henrique Cardoso venceu Lula com margens expressivas de 27,2 pontos em 1994 e 21,3 pontos em 1998, já no primeiro turno.
Diante desse panorama, especialistas avaliam que o resultado da votação de 4 de outubro permanece totalmente imprevisível, podendo sofrer reviravoltas caso ocorra algum escândalo de última hora na reta final da campanha.
Com informações do Estadão



