Deputado Gustavo Carvalho critica gestão da saúde e aponta precariedade no Walfredo Gurgel

Foto: João Gilberto

Durante a sessão plenária desta quinta-feira (7), na Assembleia Legislativa, o deputado Gustavo Carvalho (PL) manifestou preocupação com o atual cenário da saúde pública no Rio Grande do Norte. Em pronunciamento, o parlamentar detalhou falhas estruturais em unidades de referência e o expressivo crescimento da fila de espera por procedimentos cirúrgicos no estado, cobrando providências imediatas do Poder Executivo.

O legislador destacou a situação do Hospital Walfredo Gurgel, a maior unidade de pronto-socorro do estado, relatando que a paralisação de elevadores obrigou maqueiros a transportarem pacientes pelas escadas para viabilizar o acesso ao primeiro andar. Gustavo Carvalho também apontou a inoperância de equipamentos de diagnóstico, como tomógrafos, o que compromete o atendimento de urgência na rede estadual.

Em sua fala, o parlamentar comparou os índices de cirurgias eletivas represadas, afirmando que o volume saltou de 14 mil, em gestões anteriores, para as atuais 47 mil solicitações pendentes. “Aumentamos essa conta em quase três vezes”, alertou. O deputado apelou ao líder do governo na Casa, Francisco do PT,  para que intermedeie soluções junto à gestão da governadora Fátima Bezerra (PT), ressaltando que a propaganda oficial diverge da realidade enfrentada pelos usuários do sistema público.

Ao citar o drama de uma família da região Agreste — cujo paciente aguardava há mais de 72 horas por avaliação neurológica após um AVC —, o membro da Assembleia Legislativa classificou a situação como um “depoimento de desespero”. O pronunciamento enfatizou que a inércia administrativa tem penalizado severamente a população que não possui planos de saúde privados.

Ao encerrar, Gustavo Carvalho utilizou uma metáfora sobre a escassez de recursos para cobrar uma definição clara de metas pelo governo. “Se temos dez tampas para fechar vinte garrafas, a saúde precisa ser a escolha prioritária para as tampas que temos”, defendeu. O parlamentar concluiu classificando a área como “prioridade zero” e apelou pela sensibilidade do Estado diante do que chamou de “aflição completa” da sociedade norte-rio-grandense.

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