Alcolumbre enterra CPI do Crime Organizado; relator fala em desserviço

CPI do Crime Organizado entra na reta final com prazo até 14 de abril e deixou para o último dia o depoimento do governador do Rio, Cláudio Castro. A estratégia ocorre em meio a um cronograma apertado e dificuldades enfrentadas pela comissão ao longo dos trabalhos, incluindo decisões judiciais que limitaram algumas oitivas.

O relator, Alessandro Vieira, tentou prorrogar o funcionamento da CPI, alegando que ainda há depoimentos relevantes e documentos a serem analisados. Segundo ele, o prazo atual compromete a profundidade das investigações e a capacidade de conclusão adequada dos trabalhos. Mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ignorou o pedido de Vieira, que contava com 28 assinaturas de parlamentares, e decidiu não prorrogar os trabalhos da comissão.

Vieira criticou o sepultamento da CPI e classificou parte da condução como um “desserviço”, indicando que interferências e limitações prejudicaram o objetivo de esclarecer a atuação do crime organizado. A avaliação reflete o clima de frustração entre integrantes diante dos obstáculos enfrentados durante a CPI.

Mesmo assim, a CPI segue com agenda reduzida até o encerramento, sob pressão para apresentar um relatório final dentro do prazo. A expectativa é que os últimos depoimentos, incluindo o de Castro, concentrem a reta final dos trabalhos e influenciem as conclusões do parecer.

Deu no Diário do Poder

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