Argentina derruba pobreza e atinge menor nível em anos

A taxa de pobreza na Argentina apresentou queda significativa e atingiu o menor patamar dos últimos anos, de acordo com dados oficiais divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).

No segundo semestre de 2025, o índice recuou para cerca de 28,2% da população, nível mais baixo desde 2018.

O resultado representa uma redução consistente em relação aos períodos anteriores.

No primeiro semestre de 2025, a pobreza estava em 31,6%, já indicando tendência de queda após níveis mais elevados registrados em 2024.

Ao longo do ano, a diminuição acumulada foi de vários pontos percentuais, consolidando uma trajetória de recuo após o pico observado no início do governo de Javier Milei, quando o índice chegou a ultrapassar 50% em meio a ajustes econômicos iniciais.

Os dados mostram que a redução da pobreza acompanha a desaceleração da inflação e mudanças na dinâmica econômica do país.

Informações oficiais apontam que o avanço da atividade econômica, aliado à recomposição de renda e à estabilização de preços, contribuiu para a melhora dos indicadores sociais ao longo de 2025.

Além disso, o recuo é expressivo quando comparado ao período anterior à atual gestão.

Em 2023, antes da mudança de governo, a pobreza estava acima de 40%, evidenciando uma deterioração acumulada ao longo dos anos anteriores.

Com a nova política econômica, os números passaram a apresentar uma inflexão, revertendo parte desse cenário.

Apesar da queda, os dados indicam que uma parcela relevante da população ainda enfrenta dificuldades.

Milhões de argentinos permanecem abaixo da linha de pobreza, e a indigência segue presente, embora também tenha recuado.

O indicador, portanto, aponta melhora consistente, mas ainda distante de níveis considerados baixos para padrões internacionais.

Historicamente, a Argentina havia registrado níveis semelhantes de pobreza em 2018, antes de uma sequência de crises econômicas que elevaram os índices nos anos seguintes.

O resultado mais recente, portanto, marca uma retomada a patamares anteriores ao agravamento da crise, indicando mudança de tendência no cenário social do país.

Deu no Diário do Poder

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