Estatais têm déficit de R$ 4,1 bilhões no 1º bimestre, o maior já registrado para o período

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As empresas estatais federais registraram déficit de cerca de R$ 4,159 bilhões nos dois primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central. O resultado é o pior para o primeiro bimestre da série histórica, iniciada em 2002.

Na prática, o déficit indica que os gastos dessas empresas superaram as receitas no período, elevando a necessidade de financiamento e, consequentemente, pressionando as contas públicas.

O resultado dos dois primeiros meses do ano já se aproxima de todo o déficit registrado em 2025, quando o rombo das estatais somou pouco mais de R$ 5 bilhões.

O indicador do Banco Central considera a chamada necessidade de financiamento, conceito que mede quanto as estatais precisam captar para cobrir suas despesas. Esse cálculo não inclui grandes companhias como Petrobras e bancos públicos, focando em empresas dependentes do Tesouro, como Correios, Infraero, Serpro e Dataprev.

O desempenho negativo ocorre em meio a dificuldades financeiras em parte dessas empresas, com destaque para os Correios, que vêm registrando prejuízos elevados e necessidade crescente de recursos.

Nesta terça, o Banco Central divulgou que o setor público brasileiro, que reúne União, estados, municípios e estatais, registrou déficit primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro. Apesar de negativo, o resultado foi melhor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando o rombo foi de R$ 19 bilhões.

O desempenho de fevereiro foi puxado principalmente pelo resultado negativo do Governo Central (Tesouro, Previdência e Banco Central), que teve déficit de R$ 29,5 bilhões. Já os governos regionais (estados e municípios) ajudaram a conter o resultado, com superávit de R$ 13,7 bilhões, enquanto as estatais tiveram déficit de R$ 568 milhões.

Fonte: O Globo

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