Styvenson explica recusa ao Republicanos e dispara contra Allyson: “Quem precisa de tempo de TV é quem vai ter que se defender”

Foto: Reprodução

O senador Styvenson Valentim (PSDB) explicou os motivos que o levaram a recusar o comando do Republicanos no Rio Grande do Norte e endureceu o discurso ao criticar o grupo político ligado ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). Ao justificar a decisão por “coerência”, o parlamentar disparou que há quem vá precisar de tempo de TV para se defender de acusações, elevando o tom da disputa nos bastidores políticos do estado.

A movimentação envolvia a possibilidade de Styvenson assumir protagonismo dentro da sigla, considerada estratégica para a montagem de nominatas competitivas e fortalecimento de alianças rumo às eleições. Mesmo assim, o senador rejeitou o convite e deixou claro que a decisão não foi eleitoral, mas pessoal.

“Todas essas mudanças têm limite. E o limite é o que eu acho moral, é o que eu acho ético”, afirmou.

O ponto central da recusa está no histórico de embates do senador com integrantes ligados ao partido no estado. Styvenson citou diretamente confrontos na CPMI do INSS e disse não ver coerência em dividir o mesmo espaço político com quem já foi alvo de suas denúncias.

“Não é coerente, não é ético, não é moral eu entrar em um partido ao qual eu combati um dos integrantes. Eu emparedo, aponto crimes. Como é que eu vou agora me juntar? Não tem coerência”, declarou.

Mesmo com a possibilidade de ganhos políticos, como maior tempo de televisão e acesso ao fundo eleitoral, o senador afirmou que não abriria mão de seus princípios.

“Podia ser 10 minutos de TV, podia ser todo o fundo eleitoral que eu não faria isso. Eu não vou fazer algo que está desconfortável para mim”, reforçou.

O momento mais contundente da fala veio ao direcionar críticas ao novo direcionamento do Republicanos que foi para o grupo de Allyson Bezerra. Sem citar diretamente o prefeito, Styvenson subiu o tom e fez uma declaração interpretada como recado direto.

“Tem gente que precisa de tempo de TV e fundo eleitoral para se defender de acusações que ainda vão vir”, disparou.

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