Rogério Marinho critica decisão do STF sobre Bolsonaro e fala em “tratamento desigual”

Foto: Roque de Sá / Senado Federal

O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, com prazo de 90 dias. Em nota pública divulgada nesta semana, o parlamentar afirmou que a medida representa um reconhecimento tardio e apontou suposto tratamento desigual por parte do Judiciário.

Segundo Marinho, a concessão da prisão domiciliar deveria ter sido adotada anteriormente.

“A concessão de prisão domiciliar é, no máximo, o reconhecimento tardio de uma medida que teria sido adotada há muito tempo se fosse qualquer outro cidadão”, declarou.

O senador também questionou o prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Para ele, a definição de 90 dias não segue decisões anteriores da Corte.

“Ao impor prazo de 90 dias, o ministro ignora seus próprios precedentes e escancara o tratamento desigual”, afirmou.

Críticas ao Judiciário

Na nota, Rogério Marinho sustenta que o ex-presidente tem sido alvo de decisões com motivação política e afirma que a condução do processo compromete a segurança jurídica.

O parlamentar também fez comparações com outros casos e defendeu que a lei deve ser aplicada de forma igualitária.

“A lei precisa valer para todos. O Brasil não pode seguir refém de decisões que corroem a segurança jurídica e a confiança nas instituições”, disse.

Marinho ainda defendeu mudanças no cenário político nacional a partir das eleições de 2026, com a escolha de um Congresso que, segundo ele, tenha capacidade de reequilibrar a relação entre os poderes.

A decisão do STF que concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente ocorre em meio a desdobramentos judiciais recentes envolvendo Bolsonaro, que seguem sendo acompanhados por aliados e adversários no cenário político nacional.

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