O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta sexta-feira (20), manter a prisão do tenente-coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo Geraldo Leite Rosa Neto, investigado pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.
A decisão foi assinada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que rejeitou o pedido de liberdade apresentado pela defesa do oficial. Segundo o magistrado, o tipo de recurso utilizado — uma reclamação — não é adequado para contestar a ordem de prisão decretada pela Justiça paulista.
Na avaliação do ministro, não houve descumprimento de decisão do STJ que justificasse o uso desse instrumento jurídico, o que inviabiliza a análise do pedido.
Prisão e investigação
Geraldo foi preso na quarta-feira (18), após ser indiciado por feminicídio e fraude processual.
O caso teve início no mês passado, quando Gisele Alves Santana foi encontrada morta no apartamento onde vivia com o marido, em São Paulo. Na ocasião, o próprio oficial acionou a polícia e afirmou que a esposa teria tirado a própria vida.
No entanto, o avanço das investigações levou à reclassificação do caso como feminicídio, após a descoberta de mensagens no celular do tenente-coronel indicando ameaças contra a vítima.
Além disso, imagens de câmeras corporais dos policiais que atenderam à ocorrência mostraram indícios de tentativa de alteração da cena do crime, o que também embasou a acusação de fraude processual.
Com a decisão do STJ, o oficial permanece preso enquanto o caso segue em tramitação na Justiça.
Com informações da Agência Brasil




