O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve analisar o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está internado em Brasília com broncopneumonia há uma semana. Embora apresente melhora, ele ainda não tem previsão de alta.
Moraes só tomará uma decisão após a realização de nova perícia médica, procedimento padrão adotado em solicitações anteriores da defesa. Nos últimos meses, ao menos quatro pedidos de domiciliar foram rejeitados pelo ministro, com base em laudos que apontaram que o atendimento prestado ao ex-presidente na Papuda é adequado.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, desde janeiro. Aliados do ex-presidente defendem a medida como forma de reduzir a pressão política sobre o STF, especialmente diante da repercussão do caso do Banco Master.
Entre os que reforçaram o pedido estão o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência e filho de Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas.
Em agosto, Moraes chegou a autorizar prisão domiciliar após descumprimento de medidas cautelares pelo ex-presidente. No entanto, em novembro, Bolsonaro foi novamente preso preventivamente pela Polícia Federal após violar a tornozeleira eletrônica, sendo transferido para a Superintendência da PF em Brasília.




