STF arquiva inquérito contra General Girão sobre atos de 8 de janeiro

A determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de arquivar pela segunda vez processos contra o deputado federal General Girão (PL) não surpreende o parlamentar: “Faz-me acreditar que no Brasil a justiça pode sim existir. Lamento, entretanto, que esse tenha sido o segundo processo que responde no STF por uma coincidência, ambas pelas mãos do ministro Alexandre Moraes”.

O deputado federal General Girão explicou que esse segundo processo tramitava desde 2023, a exemplo do primeiro, “também praticamente pelo mesmo motivo, sendo acusado de participar de atos antidemocráticos e financiar esses atos”.
Segundo Girão, esse primeiro foi de 2019 e foi arquivado depois de um ano e meio, sem nenhum pedido de desculpas. “Jogaram o meu nome na lama e ficou por isso”.

Já no segundo processo, o deputado Girão foi acusado de instigar ou estimular os atos de 8 de janeiro de 2023. “Mais uma vez eu repito, 8 de janeiro foi algo que nunca deveria ter acontecido porque as forças de segurança das instalações na Paz dos Três Poderes, o local onde eu trabalhei, sempre deveriam e devem adotar medidas preventivas para impedir qualquer ato de violência”, disse.

“Mas, lamentavelmente, acabou acontecendo e a gente só tem que dizer que somos contra a violência, somos a favor do direito de manifestação, que a gente possa ter justiça nesse nosso Brasil”, completou o deputado.

O inquérito foi instaurado a partir de investigação conduzida pela PF, que analisou a atuação do deputado nas redes sociais e possíveis incentivos a manifestações que questionavam o resultado das eleições.

Segundo a PF, não foram identificados vídeos, textos ou imagens que demonstrassem participação direta do parlamentar em depredações ou atos de vandalismo no 8 de janeiro.

Deu na Tribuna do Norte

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