Foto: Reprodução/Redes sociais
Alvo da Polícia Federal na investigação sobre a chamada “Farra do INSS”, o empresário Tiago Schettini Batista está nos Estados Unidos e ainda não foi preso. Ele é apontado como sócio oculto de entidades investigadas por descontos indevidos em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social.
A informação é do colunista Tácio Lorran, do Metrópoles. A defesa solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a revogação da prisão preventiva decretada em dezembro, na última fase da Operação Sem Desconto. O pedido ainda não foi analisado. Segundo os advogados, Schettini já estava fora do país quando a ordem foi expedida e tem passagens compradas para retornar ao Brasil, o que afasta, tecnicamente, a condição de foragido.
De acordo com a PF, Schettini atuava ao lado do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, como controlador de fato da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), uma das entidades investigadas por fraudes em mensalidades descontadas de aposentados. A corporação afirma que empresas ligadas ao grupo eram utilizadas para simular prestação de serviços e dar aparência de legalidade às operações.
Os investigadores apontam ainda que Schettini teria recebido milhões de reais de entidades envolvidas no esquema, inclusive valores repassados por empresas vinculadas ao suposto operador do caso. Para a PF, ele exercia função estratégica na engrenagem financeira e teria participação nos lucros, embora atuasse de forma discreta para evitar exposição.
No ano passado, Schettini chegou a ser convocado para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura o caso, mas foi dispensado após obter habeas corpus no STF. A defesa afirma que não comenta processos em andamento, especialmente sob sigilo.




