A secretária municipal de Infraestrutura, Shirley Cavalcanti, afirmou que a Prefeitura deve lançar, em março, a licitação para a pavimentação da Avenida Jerônimo Câmara, uma das principais vias da capital e que há mais de uma década enfrenta problemas no asfalto. As declarações ocorreram em entrevista à 98 FM Natal nesta sexta-feira (20).
Segundo a secretária, o processo está em fase final de tramitação interna e deve ser encaminhado à Comissão Permanente de Licitação (CPL) nas próximas duas semanas. A expectativa é que o edital seja publicado já no próximo mês.
A intervenção prevê a recomposição do pavimento ao longo da avenida, além de serviços pontuais de contenção em trechos com desnível, instalação de guarda-corpos, melhoria na sinalização e reforço na iluminação pública. Shirley explicou que a licitação será focada principalmente no novo asfalto. A iluminação ficará sob responsabilidade da própria Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), e a sinalização será executada pela Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal.
Histórico da obra
A Jerônimo Câmara foi uma das vias impactadas pelas obras de macrodrenagem realizadas para a Copa do Mundo de 2014, quando Natal foi uma das cidades-sede do torneio organizado pela FIFA. À época, a avenida precisou ser aberta para a construção de um túnel de drenagem que passa sob a via, e isso comprometeu o asfalto.
De acordo com a secretária, o asfalto original havia sido executado com recursos federais e, por isso, não poderia ser refeito com a mesma fonte de financiamento. A solução encontrada foi utilizar recursos próprios do município, viabilizados por meio de um financiamento recentemente contratado.
“A drenagem já está garantida pelo túnel que passa embaixo da via. O que vamos licitar agora é basicamente a reposição do pavimento”, explicou.
Macrodrenagem segue em etapas
Shirley Cavalcanti também detalhou o andamento da obra de macrodrenagem na região. A primeira etapa está em execução e deve ser concluída até o meio do ano. Já a segunda etapa, orçada em cerca de R$ 90 milhões, está em fase de análise técnica na Caixa Econômica Federal, agente operador dos recursos federais.
Segundo ela, o projeto foi enquadrado no PAC Legado, programa do Governo Federal voltado à retomada de obras estruturantes. A Caixa é responsável por analisar o projeto executivo, autorizar o início da obra e liberar os pagamentos conforme a execução.
A secretária ressaltou que o trâmite segue dentro dos prazos e que as complementações solicitadas pelo banco fazem parte do procedimento padrão para obras financiadas com recursos federais.




