A mais recente pesquisa do instituto Genial/Quaest, divulgada na quinta-feira (12), mostra que a grande maioria dos brasileiros defende a criação de um código de ética e conduta para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o levantamento, 82% dos entrevistados concordam que é necessária a formalização de normas claras que orientem a atuação dos magistrados da mais alta Corte do país.
O estudo ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todas as regiões do Brasil, entre os dias 5 e 9 de fevereiro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Apenas 10% dos participantes se disseram contrários à ideia, 1% nem concorda nem discorda, e 7% não souberam ou preferiram não responder à pergunta sobre a necessidade do código de ética no STF.
A pesquisa também revelou que o apoio ao código de ética para os ministros do STF não se restringe a um grupo político específico: entre os eleitores de Lula, 78% demonstraram concordância com a medida, enquanto entre os eleitores de Bolsonaro o índice subiu para 88%.
Os resultados mostram que o apoio à proposta é amplo em diferentes perfis da população.
A divulgação deste levantamento ocorre em um momento em que o tema da conduta dos ministros da Corte tem ganhado espaço no debate público.
Propostas em discussão no Congresso Nacional e debates sobre maior transparência e responsabilidade institucional têm colocado no centro da discussão a necessidade de regras mais claras que envolvam a atuação dos integrantes do STF.
A proposta de um código de ética para ministros do STF tem sido mencionada inclusive pela própria presidência da Corte como parte da agenda institucional, ainda que debates internos sobre o conteúdo e cronograma de implementação sigam em curso.
Em resumo, a pesquisa revela um consenso na sociedade, com oito em cada dez brasileiros apoiando a ideia de normas éticas formais para o STF, indicando que a pauta ganhou musculatura no cenário político e social do país.
Deu no Diário do Poder




