A Câmara Municipal de Mossoró (CMM) abriu o ano legislativo com a leitura, na manhã de quarta-feira (10), da mensagem anual do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), que em tom de despedida, justificou sua decisão de renunciar ao mandato no fim de março para disputar o cargo de governador do Estado: “Não foi uma decisão tomada em um dia. Foi uma decisão construída com reflexão, oração e responsabilidade. Porque eu sei o tamanho do desafio”.
Allyson Bezerra disse que o Estado “pede por mudança, por esperança e por coragem. E eu não posso ignorar esse chamado”, mas também se reportou à situação em que encontrou o município ao assumir o primeiro mandato. “Desde janeiro de 2021, o servidor de Mossoró não sabe o que é salário atrasado. São mais de 60 meses consecutivos com os salários rigorosamente em dia, pagos dentro do mês trabalhado”, lembrou.
“E mais do que isso: a regularização também está para férias, décimo terceiro e consignados, que antes eram parcelados ou atrasados”, resumia o prefeito.
Bezerra também afirmou que reorganização das contas públicas possibilitou a conquista da nota “A”, no Capac, o índice de endividamento do Tesouro Nacional que permite ao município a captação de recursos extras no mercado financeiro. “ Essa classificação máxima comprova o equilíbrio das contas e a responsabilidade fiscal. Não é apenas um número. É a prova de que a nossa gestão sempre foi marcada pela integridade, eficiência e comprometimento com o futuro”, declarou.
Por essa razão, Bezerra falou ainda de sua confiança no vice-prefeito Marcos Medeiros, que vai sucedê-lo para complementar a gestão que terminará 2028: “Mossoró seguirá em boas mãos. Mãos que sabem de onde viemos, sabem o que foi construído e têm coragem pra seguir em frente”.
O prefeito citou como principais obras o Complexo Viário 15 de Março, a ser entregue no próximo mês e a entrega, em janeiro, do Hospital Municipal Francisca Conceição da Silva.
Durante a sessão solene, o presidente da CMM, vereador Genilson Alves (União Brasil), também destacou conquistas do Legislativo mossoroense, entre elas o alcance do Selo Ouro em Transparência Pública, concedido pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte.
Allyson pede fim do sigilo da Operação Mederi
Diante de notícias que considera “plantadas e desconectadas da realidade e dos fatos”, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) decidiu pedir ao Tribunal Federal da 5ª Região, em Recife (PE), à quebra do sigilo do processo judicial relativo à Operação Mederi, que investiga desvios de quase R$ 14 milhões na aquisição de medicamentos em sua gestão entre 2023 e 2025.
“Eu pedi aos meus advogados para que solicitassem à Justiça, a abertura do sigilo, tenho total interesse que o processo deixe de ser sigiloso e passe a ser público para que todo cidadão do Rio Grande do Norte tenha condição de ver tudo o que está lá”.
Os autos da Operação Mederi tramitam em segredo judicial desde a sua deflagração em 27 de janeiro, mas Allyson Bezerra reafirma que não se pode associar a ele, “dinheiro achado em alguma residência, dinheiro achado em alguma empresa, outro dia associando a questão de uma conta de uma menor com a imagem minha, Isso não tem a ver, isso não está no processo, isso não tem um mínimo de veracidade”.
Em declarações na Câmara Municipal de Mossoró (CMM), onde leu sua mensagem anual na manhã de quarta-feira (10), Allyson Bezerra voltou a depositar confiança na Justiça: “Eu acredito nas instituições, acredito tanto que fiz esse pedido, acredito tanto na verdade e na Justiça, que estou preparado para poder enfrentar isso com muita altivez, olhando no olho do cidadão, na minha cidade, e no olho do cidadão do Rio Grande do Norte”.
Para concluir, o prefeito de Mossoró disse confiar que a Justiça Federal “decida retirar o sigilo, a condição do processo não ser público, para que tenha total transparência e todos tenham a capacidade de poder fazer a sua análise”!.
O chefe do Executivo a forma como estão sendo veiculadas algumas noticias, “sem total compromisso com a verdade, se porventura alguém deve, alguém tem que pagar, mas não se pode acusar alguém que mostrou e tomou todas as medidas de transparência, de controle, de cuidado com a parte de medicamentos, que já mostrei através de documentos eletrônicos e digitais”.
Deu na Tribuna do Norte




