Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Levantamento sobre a agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostra que o chefe do Executivo realizou 4.488 compromissos desde o início do terceiro mandato, em 2023. Apesar do alto volume de reuniões, apenas 54% dos encontros tiveram participantes identificados, o que levanta questionamentos sobre transparência e acesso ao Palácio do Planalto.
Os dados, compilados pela ferramenta Agenda Transparente, da ONG Fiquem Sabendo, indicam que o núcleo político do governo concentra a maior parte das reuniões com o presidente. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, aparece disparado na liderança do ranking, com 343 encontros registrados — uma média próxima de duas reuniões semanais ao longo da gestão.
Na sequência, surgem nomes estratégicos da articulação política e econômica, como Alexandre Padilha, com 215 reuniões, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com 203. Também aparecem Paulo Pimenta, Esther Dweck e Sidônio Palmeira, todos ligados à comunicação e à estrutura administrativa do governo federal.
O ranking reforça a centralização das decisões em torno de ministros do primeiro escalão, com destaque ainda para o vice-presidente Geraldo Alckmin, Mauro Vieira, Camilo Santana e José Múcio entre os mais frequentes. A presença majoritária de integrantes do próprio governo nas reuniões evidencia um perfil interno de articulação política, com menor exposição a encontros externos.
Especialistas apontam que a falta de identificação completa dos participantes em quase metade dos compromissos pode dificultar o controle social sobre a agenda presidencial. O monitoramento das reuniões, segundo analistas, torna-se ainda mais relevante em um cenário de intensa disputa política e debates sobre transparência na gestão pública.
Com informações do Metrópoles




