No Rio Grande do Norte, construção civil inicia o ano com a maior alta desde 2021

Foto: Helena Pontes

Em janeiro de 2026, o custo médio de construção do metro quadrado (m²) registrou alta de 1,74% no Rio Grande do Norte, resultado 1,61 ponto percentual superior ao observado em dezembro de 2025 (0,13%). Esse foi o maior avanço para um mês de janeiro desde 2021, quando o indicador apresentou elevação de 2,64%. Em janeiro do ano passado, o aumento havia sido de 0,63%.

Os dados são do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) e foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o custo do metro quadrado no estado passou de R$ 1.749,52, no fim de 2025, para R$ 1.779,98 em janeiro, representando um aumento de R$ 30,46. Ao longo de todo o ano de 2025, o custo acumulou alta de R$ 53,96. No acumulado de 12 meses, a variação foi de 4,99% no Rio Grande do Norte.

A elevação no setor da construção civil foi puxada principalmente pelo aumento no custo da mão de obra, que atingiu o valor médio de R$ 718,66 em janeiro, ante R$ 696,73 em dezembro. Já o componente material ficou em R$ 1.061,32.

De acordo com o gerente do Sinapi, Augusto Oliveira, “a alta na mão de obra decorre do reajuste do salário mínimo nacional em 2026. Em especial para os serventes de obra, categoria profissional que teve aumento em função da adequação a esse reajuste em 11 das 27 unidades da federação”.

Além do Rio Grande do Norte, a adequação foi observada nos estados do Pará, Amapá, Tocantins, Ceará, Alagoas, Sergipe, Bahia, Mato Grosso do Sul e Goiás.

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