O governo vai cozinhar no Ministério da Gestão e Inovação, sob comando de Esther Dweck, a análise do dispositivo que autoriza pagamentos acima do teto constitucional para servidores da Câmara e do Senado.
Para descolar o governo da indecorosa benesse, Randolfe Rodrigues (PT-AP), foi escalado para trombetear possível veto ao projeto e negar acordo. Participantes do encontro contaram à coluna que a votação foi toda definida em reunião de líderes da Câmara.
Na reunião, foi definido que o texto teria tramitação vapt-vupt, em um dia, regime urgência (furando a fila). Em duas horas, estava tudo aprovado.
Levantou-se, na trama dos líderes, que o número de beneficiados estaria entre 70 e 80 servidores, mas isso é falso.
O próprio ministério de Dweck, que agora supostamente fará a tal análise do veto, foi beneficiada pelo projeto: ganhou 1.500 cargos.
Levantamento do Partido Novo, que votou contra a proposta, indica que os supersalários no Brasil são 21 vezes maiores que na Argentina.
Deu no Diário do Poder




