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Levantamento do PoderData realizado entre 24 e 26 de janeiro de 2026 mostra que 68% dos brasileiros se declaram contrários à liberação do aborto no país. O índice subiu 2 pontos percentuais em relação ao ano passado e alcançou o maior patamar desde o início da série histórica, em 2021. Já 22% dizem ser favoráveis à liberação, enquanto 10% não souberam responder.
Atualmente, o aborto é permitido no Brasil apenas em situações específicas: quando a gravidez é resultado de estupro, há risco à vida da gestante ou em casos de anencefalia do feto. Fora dessas hipóteses, a interrupção da gestação é considerada crime. A legislação não estabelece um limite máximo de semanas para os casos autorizados, mas o tema segue cercado de controvérsias jurídicas e políticas.
Os dados mostram que a rejeição ao aborto é majoritária em praticamente todos os recortes sociais e políticos. Mesmo entre eleitores que afirmam ter votado em Lula no segundo turno de 2022, 65% dizem ser contra a liberação. Entre os que votaram em Jair Bolsonaro, o índice sobe para 73%. A oposição ao procedimento é mais forte no Sul do país e entre pessoas com renda superior a cinco salários mínimos.
O debate segue em aberto no STF, onde há uma ação que discute a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. O julgamento está suspenso após pedidos de destaque e, até o momento, conta com dois votos favoráveis à descriminalização. A pesquisa ouviu 2.500 pessoas em 111 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Com informações do Poder360




