O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi vaiado nesta terça-feira (20) por uma plateia exclusiva de petistas, que no gioverno é classificado de “evento controlado”, condição que Lula (PT) impõe para aceitar participar de qualquer ato público, para não correr o risco de ser ele o vaiado. Leite cometeu a ingenuidade de imaginar que os lulistas presentes entenderiam sua presença “institucional” na cerimônia de assinatura de contrato da Petrobras para a construção de navios.
Diante das manifestações do público, Leite afirmou que participava do ato em respeito ao cargo que ocupa e ao presidente da República.
“Eu estou aqui cumprindo meu dever constitucional em respeito ao cargo que exerço em nome do povo do Rio Grande do Sul, com respeito ao presidente. Todos nós aqui, eu e o presidente, fomos eleitos pelo mesmo povo. Eu respeito o presidente. Peço respeito, por favor”, declarou.
O governador também pediu que o público não hostilizasse autoridades por divergências políticas e ressaltou o caráter institucional do evento. Segundo ele, atitudes do tipo contribuem para ampliar “ódio, rancor e mágoa” no país. As vaias continuaram durante sua fala. Apesar do clima tenso, Leite reforçou que Lula é sempre bem-vindo no estado e destacou a relação institucional com o governo federal. O governador afirmou que mantém diálogo frequente com ministros para tratar de temas de interesse do Rio Grande do Sul.
Deu no Diário do Poder




