O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) suspendeu a transferência de aproximadamente R$ 2 bilhões ao Banco Master, referentes a contratos de crédito consignado supostamente firmados entre a instituição financeira e aposentados e pensionistas.
A medida foi tomada após o Banco Master não conseguir comprovar ao INSS que os contratos firmados com os aposentados e pensionistas eram verídicos. De acordo com o presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, os documentos enviados pela instituição financeira apresentavam dados insuficientes.
“A gente tentou, antes da liquidação, que o Banco Master comprovasse a assinatura daqueles que fizeram o crédito consignado. Os contratos que eles juntaram para a gente não diz nada. Não diz qual a taxa de juros, qual o custo efetivo da transação e não tem a comprovação da assinatura do nosso aposentado e pensionista”, disse Waller.
Com a liquidação do Banco Master, o INSS está solicitando as informações de veracidade dos contratos ao liquidante da instituição financeira.
“Com a liquidação, estamos entrando em contato com o liquidante e marcando uma reunião para verificar se ele consegue comprovar a assinatura e a veracidade daquele contrato. Não comprovando, o INSS vai cancelar o crédito consignado e o valor que foi retido volta ao bolso dos nossos aposentados”, declarou o presidente.
Em outubro, o INSS informou que não renovou o Acordo de Cooperação Técnica que autorizava o Banco Master a realizar novas ofertas de crédito consignado a aposentados e pensionistas. A instituição financeira foi liquidada em novembro.
Na época, o órgão previdenciário alegou que tomou a decisão após levar em consideração o volume expressivo de reclamações em bases oficiais e públicas, como relatos de dificuldades para cancelamento, cobranças indevidas e operações não reconhecidas de aposentados e pensionistas.
Além disso, o órgão também identificou indícios de descompasso entre práticas adotadas e parâmetros normativos. Os parâmetros incluem exigências de autorização expressa, autenticação biométrica, guarda adequada de documentos e responsabilidade da instituição pela atuação de correspondentes bancários.
Desde que a Polícia Federal descobriu um esquema de fraudes na folha de pagamento de aposentados e pensionistas, o INSS vem adotando uma série de medidas para proteger os seus beneficiários.
Fonte: CNN Brasil




