A indústria do Rio Grande do Norte voltou a registrar retração em novembro de 2025, mas o desempenho da cadeia têxtil e de confecção evitou um resultado mais negativo. A produção industrial do Estado caiu 2,3% na comparação com o mesmo mês de 2024, a menor queda observada ao longo do ano, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional divulgada nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O principal destaque do período foi a confecção de artigos do vestuário e acessórios, que apresentou crescimento expressivo de 98% em novembro. Com esse resultado, o segmento têxtil potiguar registrou, pelo quinto mês consecutivo, a maior taxa de expansão do país, consolidando-se como o principal vetor de sustentação da indústria local em um ano marcado por perdas relevantes em outros ramos.
O desempenho positivo da confecção contrasta com a queda acentuada na fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que recuou 16,8% no mês e foi o principal fator de pressão negativa sobre o resultado agregado da indústria potiguar. Todos os demais segmentos pesquisados apresentaram crescimento em novembro, incluindo as indústrias extrativistas, com alta de 12,4%, e a fabricação de produtos alimentícios, que avançou 5,6%.
No acumulado de janeiro a novembro de 2025, a indústria têxtil também lidera o desempenho setorial no Estado. A confecção de artigos do vestuário e acessórios cresceu 42,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, superando com folga os demais segmentos industriais. As indústrias extrativistas avançaram 13,2% e a fabricação de produtos alimentícios manteve crescimento de 5,8%. Ainda assim, o recuo de 23,2% na produção de coque e derivados de petróleo levou a indústria geral do Rio Grande do Norte a acumular queda de 11,8% no período.
A mesma dinâmica é observada na variação acumulada em 12 meses. Enquanto a confecção de vestuário e acessórios registrou expansão de 36,3%, as indústrias extrativistas cresceram 11,1% e o segmento de alimentos avançou 6,6%. Em sentido oposto, a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis caiu 23,4%, o que resultou em retração de 12,7% da indústria geral.
Produzida desde a década de 1970, a PIM-PF Regional acompanha mensalmente o comportamento da produção física das indústrias extrativas e de transformação em 17 unidades da Federação e no Nordeste como um todo, considerando Estados com participação mínima de 0,5% no valor da transformação industrial nacional. Os dados completos da pesquisa estão disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). A próxima divulgação, referente a dezembro de 2025, está prevista para 10 de fevereiro de 2026.
Deu no Agora RN




