O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçou, nesta quinta-feira (15), sua intenção de concorrer à Presidência da República, assegurando que não exercerá pressão por apoio de seus aliados. A manifestação ocorreu após o parlamentar visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na sede da Polícia Federal, em Brasília, ocasião em que também buscou reduzir a relevância de interações recentes da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, com o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Questionado sobre a postura de seus aliados políticos, o senador destacou que pretende respeitar o ritmo individual de cada figura pública no processo eleitoral.
“Eu não vou ficar cobrando qual o tempo de cada um. Se eles têm que estar mais efusivamente ou menos efusivamente na campanha. As pessoas têm o tempo delas, e eu não vou ficar cobrando ninguém”, pontuou.
O cenário de incerteza surgiu após Michelle Bolsonaro interagir positivamente com uma postagem de Cristiane Freitas, esposa de Tarcísio, que apresentava o governador de São Paulo como um possível gestor para o país. Sobre o ocorrido, Flávio esclareceu que ainda não discutiu o tema com a madrasta.
“Eu não falei com ela nos últimos 2 dias. Depois que saiu essa coisa, depois de que ela curtiu o comentário lá da Cris, da primeira-dama de São Paulo. Eu não conversei com ela ainda, né?”, explicou o congressista.
Mesmo diante das especulações, o parlamentar fluminense enfatizou que sua postulação ao Executivo federal é definitiva e conta com o aval direto do pai.
“Tem uma situação concreta que está colocada: sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. E não vai ter outra possibilidade. A minha pré-candidatura é uma coisa que não tem volta”, reiterou.
Ao finalizar, o senador afastou qualquer hipótese de fragmentação no espectro conservador, projetando o foco da disputa para o campo ideológico oposto.
“Não tem racha nenhum. Nosso adversário não está dentro da direita. Nosso adversário está na esquerda, está nesse atual governo”, concluiu.
Deu no Diário do Poder




