Foto: Ricardo Stuckert/PR
A agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expõe o distanciamento cada vez maior entre o Palácio do Planalto e a Câmara dos Deputados. Em 2025, Lula não recebeu nenhum parlamentar para despachos privados, cenário que evidencia a dificuldade do governo em dialogar diretamente com a Casa. O quadro é ainda pior do que em 2024, quando apenas quatro deputados foram atendidos — três do PT e o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
No Senado, a situação não é muito diferente. Ao longo do ano, apenas uma senadora teve encontro privado com o presidente: Leila Barros (PDT-DF). Ainda assim, a reunião só aconteceu após oito meses de espera, reforçando a leitura de esfriamento na interlocução política com o Congresso.
O isolamento também se reflete na relação com os governadores. Em 2025, Lula realizou somente três reuniões privadas com chefes de Executivos estaduais, todos considerados aliados fiéis do Planalto, o que reforça a percepção de que o diálogo tem se restringido à base mais alinhada.
Os governadores recebidos foram Helder Barbalho (MDB-PA), Renato Casagrande (PSB-ES) e Carlos Brandão, do Maranhão, hoje sem partido após deixar o PSB. O cenário reforça a avaliação, nos bastidores, de que o presidente tem evitado o tradicional jogo político de aproximação direta, apostando em uma articulação mais limitada em um momento de crescente tensão institucional.
Com informações do Diário do Poder




