A corrida pelo Governo do RN em 2026 já provoca rearranjos importantes entre lideranças políticas do Estado. O vice-governador Walter Alves (MDB) intensificou a aproximação com o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), enquanto o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), mantém conversas com o grupo do senador Rogério Marinho (PL), pré-candidato ao Executivo estadual.
O desenho atual pode resultar em um movimento clássico da política: dividir forças para garantir presença no futuro governo. Com Walter Alves em um campo e Ezequiel Ferreira em outro, ambos ampliam as chances de manter protagonismo independentemente do vencedor da disputa. As articulações foram reveladas pela jornalista Anna Ruth Dantas, da 98 FM Natal, e indicam um cenário em que aliados históricos passam a atuar em campos distintos.
Walter perto de Allyson
Segundo interlocutores ligados ao entorno do prefeito de Mossoró, a entrada de Walter Alves na composição política liderada por Allyson é tratada como praticamente certa. As conversas entre os dois continuam, mesmo que em ritmo menos intenso do que nas semanas anteriores.
A avaliação nos bastidores é de que o diálogo segue aberto e estratégico, especialmente diante do peso eleitoral de Mossoró e da influência política acumulada por Walter no MDB potiguar. Ainda de acordo com a apuração, o vice-governador também chegou a dialogar com o grupo de Rogério Marinho, mas sem avanços concretos.
Ezequiel mira outro caminho
Enquanto isso, Ezequiel Ferreira não avançou em conversas com o grupo de Allyson Bezerra. Pessoas próximas ao presidente da Assembleia avaliam que uma aliança entre os dois é, neste momento, pouco provável.
Hoje, Ezequiel mantém proximidade com o senador Rogério Marinho, principal nome da oposição ao PT no Estado. Apesar disso, a estratégia do deputado estadual é segurar qualquer ruptura formal com o governo estadual até o limite político possível.
Ruptura calculada com o governo
De acordo com a análise, Ezequiel deve permanecer oficialmente na base da governadora Fátima Bezerra até os momentos finais do calendário político, preservando espaços administrativos e influência institucional. A tendência, no entanto, é que o rompimento ocorra mais adiante, já mirando a sucessão estadual.
A avaliação é que a ruptura não será pessoal com a governadora, mas política, atingindo diretamente o projeto do PT para 2026, que deve ter o nome de Cadu Xavier como candidato.
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