O escândalo do Banco Master, que culminou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e na liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central em novembro de 2025, expôs não apenas uma das maiores fraudes da história recente do Brasil, mas também uma rede de conexões políticas que atinge o coração do governo Lula (PT).
Banco Master contou com uma série de conselheiros e aliados próximos ao círculo de Lula, ao PT e ao seu governo. Entre os nomes mais citados em relatórios e investigações estão o ministro Ricardo Lewandowski (Justiça), o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, assim como são conhecidas as conexões de Vorcaro e seus sócios com o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o governador da Bahia, Jerônimos Rodrigues (PT).
Lewandowski integrava o conselho do Banco Master ao ser convidado por Lula para o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública de Lula, enquanto Rui Costa e Jerônimo Rodrigues são apontados como amigos próximos de Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no Banco Master e também preso na operação.
Outro político da Bahia, Jaques Wagner, íder do governo Lula no Senado, também é citado como amigo de Vorcaro e Lima, ambos baianos e com histórico de parcerias em contratos de empréstimo consignado no estado da Bahia durante governos petistas.
Augusto Lima é casado com a ex-ministra Flávia Peres (ex-Arruda) e atuava como ponte com lideranças petistas na Bahia, incluindo ex-governadores como Rui Costa e Wagner. Sua prisão destacou o papel do banco em negócios que prosperaram sob gestões do PT, como o programa Credcesta de crédito consignado
Essas ligações não se limitam ao PT, abrangendo também nomes como o ex-presidente Michel Temer (que atuou como consultor de Vorcaro) e líderes do Centrão, como Ciro Nogueira e Arthur Lira, que patrocinaram emendas favoráveis ao banco
Silêncio comprometedor
O silêncio de Lula e Haddad em sua defesa tem sido interpretado como uma omissão estratégica.
Politicamente articulado, Vorcaro cultivou relações privilegiadas e conexões com o PT e o governo Lula, que ganharam destaque pelas suspeitas de influência em aprovações regulatórias e contratos públicos.
O governo petista se finge de morto sobre o Master para tentar escapar da crise que agita os três poderes, com rumores de uma “lista” de autoridades que estariam “no bolso” dos sócios milionários do banco, segundo acreditam parlamentares integramtes da CPMI do INSS.
Deu no Diário do Poder




