(Foto: Rômulo Serpa/Ag.CNJ)
Depois de inflar seu quadro de juízes auxiliares nos últimos anos, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pagou 3,4 milhões de reais em penduricalhos a seus magistrados só nos cinco primeiros meses de 2025, registrou a Folha de S.Paulo.
O montante foi pago a quase 50 magistrados auxiliares que trabalham ou tiveram alguma passagem pelo órgão responsável por fiscalizar o Judiciário neste ano.
O CNJ é chefiado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso (foto).
Juízes auxiliares
O número de juízes auxiliares do CNJ saltou de 7 no início de 2017 para 47 no primeiro semestre de 2025, segundo o jornal.
Devido a alterações nos quadros após o primeiro semestre, há 43 magistrados requisitados de outros tribunais no conselho.
O maior penduricalho
O maior penduricalho pago pelo CNJ a um auxiliar em um único mês de 2025 foi para Claudia Catafesta, da Corregedoria Nacional de Justiça.
Segundo o jornal, ela recebeu 98.842 reais em abril, sendo 12.721 reais em diárias e 86.121 reais em “rendimento líquido”.
O contracheque disponível no site do CNJ aponta que 82.129 reais constam como “indenizações”.
No Tribunal de Justiça do Paraná, Catafesta teve rendimento líquido de 94.446 reais no mesmo mês.
O que diz o CNJ?
O Conselho Nacional de Justiça afirmou, em nota, que tem “consolidado seu papel constitucional como órgão de coordenação, planejamento estratégico, implementação de políticas judiciárias, além de sua atribuição correcional”.
O órgão também alegou que tem o menor orçamento do Judiciário.
“Como em todos os órgãos públicos, de todos os Poderes, as parcelas de caráter indenizatório não integram o cômputo para fins de observância do teto [de salários] constitucional”, acrescentou a nota.
Deu no ‘O Antagonista‘




