Popularidade de Lula despenca no Congresso

Pesquisa intitulada “Popularidade do Governo Lula”, realizada pelo Ranking dos Políticos, demonstra a queda de popularidade da gestão do petista dentro do Congresso.

Na atuação geral do governo, 49,1% dos deputados federais consideram como ruim/péssima, enquanto 22,7% enxergam como regular e 28,2% ótima/boa.

Já os senadores, 46,2% avaliam a atuação geral do governo Lula como ruim/péssima, 23% como regular e 30,8% consideram ótima/boa.

Quando a pergunta é sobre a relação entre o Governo Federal e o Congresso Nacional, os números pioram.

Na Câmara dos Deputados, por exemplo, 64,5% dos parlamentares afirmam que a relação está ruim/péssima, enquanto 10% acreditam ser regular e 25,5% apostam em ótima/boa. No Senado Federal, 53,8% dos senadores consideram a relação ruim/péssima, 27% regular e apenas 19,2% como ótima/boa.

“Na Câmara dos Deputados, o índice de desaprovação da relação com o Governo Federal é de 64,5%, número superior ao registrado no Senado Federal, onde 53,8% dos parlamentares a avaliam como ruim ou péssima. A reforma ministerial pode ser uma ferramenta importante para o governo melhorar a relação no Congresso Nacional e facilitar a aprovação de sua agenda legislativa prioritária”, destacou Juan Carlos Arruda, diretor-geral do Ranking dos Políticos.

Cresce rejeição dos deputados a Haddad

A pesquisa mostra que 46,4% dos deputados federais consideram ruim/péssima a gestão do petista Fernando Haddad no comando do Ministério da Fazenda.

O levantamento feito com os parlamentares no Congresso Nacional revela que apenas 30% dos parlamentares na Câmara dos Deputados avaliam como ótima/boa a atuação de Fernando Haddad (PT), enquanto 23,6% consideram como regular e 46,4% classificaram como ruim/péssima.

No Senado, o cenário é mais favorável ao ministro. 46,2% dos senadores consideram ótima/boa a gestão do petista, enquanto 19,2% enquadram a atuação como regular e 34,6% ruim/péssima.

Para o diretor-geral do Ranking dos Políticos, Juan Carlos Arruda, o cenário reforça a percepção de que o ministro tem perdido força política dentro do próprio governo, com oposição constante do PT. “Os dados confirmam que a relação entre o Congresso Nacional e o Governo Federal continua ruim, sem grandes oscilações. No entanto, chama atenção a queda na aprovação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entre os parlamentares. O desgaste se deve, em grande parte, à crise do Pix, aos memes do ‘Taxad’ e a uma sucessão de ruídos de comunicação do governo”, afirmou.

Congresso se divide sobre anistia

Na Câmara dos Deputados, 50% dos deputados federais responderam à pesquisa do Ranking que são favoráveis à aprovação da anistia para os envolvidos nos atos de 08 de janeiro, enquanto 41,8% responderam que não e 8,2% não responderam ou disseram que não sabem.

No Senado Federal, 46,2% também apoiam a evolução da tramitação da proposta, 38,4% são contrários e 15,4% não se manifestaram ou disseram que não sabem.

“Na análise da tentativa de golpe de Estado, é fundamental separar três grupos: os mentores, os executores e aqueles que estavam no local na hora errada. O que se percebe hoje é um movimento crescente dentro do Congresso Nacional para corrigir eventuais excessos na punição desses últimos, garantindo que a responsabilização seja proporcional e justa”, explicou o diretor-geral do Ranking dos Políticos, Juan Carlos Arruda.

Isenção do IR e “taxação dos mais ricos” racha Congresso

Segundo esse último eixo da pesquisa realizada pelo Ranking dos Políticos, na Câmara, 49,1% dos deputados aprovam a proposta e 45,4% rejeitam. Outros 5,5% não sabem ou não responderam. No Senado, a resistência é um pouco menor.

Por lá, 50% dos parlamentares apoiam a ideia, mas ela é desaprovada por 34,6%. Outros 15,4% não sabem ou não responderam.

“Nossa pesquisa aponta que aproximadamente metade dos deputados e senadores apoiam a medida, o que indica um forte potencial de aprovação caso o projeto avance. A depender dos termos de compensação fiscal, essa proposta pode se tornar uma aposta eleitoral relevante para o governo – caso não perca o protagonismo na proposição, como ocorreu com a reforma tributária”, concluiu Arruda.

Para conduzir a pesquisa, foi empregado um questionário estruturado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, distribuído entre 110 deputados federais de 18 diferentes partidos e 26 senadores de 11 diferentes partidos, respeitando o critério da proporcionalidade partidária.

A coleta de dados foi realizada entre os dias 11 e 12 de fevereiro de 2025, sendo entrevistados os próprios parlamentares pessoalmente ou por contato telefônico por entrevistadores treinados pela equipe do Ranking dos Políticos.

Deu no Diário do Poder

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