Foto: Bruno Spada – Câmara dos Deputados
Deputados federais do Rio Grande do Norte que compõem a bancada de oposição ao governo federal assinaram o pedido de impeachment do presidente Lula (PT) por crime de responsabilidade, em virtude de suposta manobra fiscal, a chamada “´pedalada”, para financiar o programa Pé de Meia, beneficiando estudantes do ensino médio. O governo Lula pagou R$ 3 bilhões sem previsão orçamentária e sem autorização do Congresso Nacional.
O deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) vem coletando assinaturas para o pedido de impeachment desde outubro do ano passado, quando já havia conseguindo 30 assinaturas, no fim de semana chegou a 96 e já no final da tarde da segunda-feira (27), contava com 106 assinaturas.
Marcel Van Hattem (Novo-RS) disse no X (ex-Twitter) que Lula cometeu o crime de “irresponsabilidade fiscal” e convocou seus apoiadores para protestos para pedir impeachment. “A história se repete: impeachment à vista! Vamos voltar às ruas; fora, Lula!”, afirmou. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi outro que pediu a saída do presidente Lula do cargo. Em conversa com o deputado Coronel Chrisóstomo, ele afirmou que “esse desgoverno precisa sair logo”.
“Esse desgoverno precisa sair logo, o povo está sofrendo. Não podemos permitir mais esse tipo de erro com o dinheiro do povo”, declarou Bolsonaro.
Da bancada de oito deputados do Rio Grande do Norte, “quatro” assinaram – o deputado Sargento Gonçalves foi o primeiro, aparecendo como terceiro da lista de 106 parlamentares. Também assinam o documento o deputado General Girão (35º) da lista e o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), que assinou antes de deixar a Câmara dos Deputados em dezembro de 2024, aparecendo como 52º assinante do pedido.
Para o deputado General Girão (PL), “esse programa teve clara conotação de programa eleitoreiro. Surgiu em um momento de oportunismo politico. Pagar ao jovem para incentivá-lo a estudar? Sou totalmente contra isso aí e muitos deputados também são”. Agora, enfatizou o deputado Girão, “o Tribunal de Contas da União (TCU) confirma o que nós sabíamos: não havia recurso. Por isso, nem passou pelo Congresso, ferindo a Constituição e caracterizando o oportunismo barato usado pelo governo Lula”.
Girão espera que com a volta do recesso, a partir de 1º e fevereiro, “os deputados se unam e fomentem ainda mais a ideia do impeachment, sobretudo com a aquisição de mais assinaturas e apoio do presidente da Câmara”. Mas, Girão diz “acreditar no poder da população para movimentar ainda mais esse apoio que precisamos por parte do Congresso! Com a união do Congresso e o apoio popular, conseguiremos passar o impeachment do presidente Lula”.
Fonte: Tribuna do Norte