O cineasta Jean-Luc Godard morreu nesta terça-feira (13/09) aos 91 anos, na Suíça. Godard morreu por meio do chamado suicídio assistido, um recurso que é permitido por lei na Suíça.
“Ele não estava doente, apenas esgotado“, informou a família do cineasta ao jornal Libération. “Foi decisão dele e é importante que se saiba“. A informação da forma que ele morreu foi confirmada por outras pessoas próximas a Godard ao jornal francês.
Nascido em Paris em 1930, Godard era de uma família franco-suíça. Seu pai era médico. Sua mãe, filha de um suíço que fundou o Banque Paribas, um então importante banco de investimentos. Em 70 anos de carreira, realizou longa-metragens, curtas, documentários, ensaios cinematográficos e vídeos de música. Um dos diretores mais aclamados do mundo, ele ficou conhecido por clássicos como “Acossado” (1960) e “O Desprezo” (1963). Conforme o IMDB, Godard é creditado como diretor em 131 produções e como escritor em 98. Ainda tem créditos como editor (54), ator (47), produtor (29), entre outros. Em 2021, disse ter planos para se aposentar, mas que faria 2 filmes antes de encerrar sua carreira. Godard foi, segundo o portal, indicado a 76 prêmios e venceu 51. Foram diversos Ursos no Festival de Berlim e Leões em Veneza. O cineasta ainda foi homenageado pelo conjunto de sua obra em premiações como César (1998) e Oscar (2011). No Festival de Cannes, ganhou o prêmio do júri em 2014 por “Adeus à Linguagem”. Em 2018, recebeu a Palma de Ouro Especial por “Imagem e Palavra”.
Suicídio Assistido
O suicídio assistido é autorizado por lei na Suíça desde 1942. A lei exige apenas que os motivos apresentados pelo suicida “não sejam egoístas”. O procedimento é diferente da eutanásia por ser o próprio indivíduo o autor da causa que consuma a morte. No Brasil, colaborar para esse ato é um crime.