Foto: Ricardo Stuckert
A definição da política econômica para o quarto mandato do presidente Lula (PT) já provoca divisões entre integrantes do governo e aliados. O principal impasse envolve o controle das contas públicas e a ampliação dos investimentos federais.
Segundo análise de Teo Cury, da CNN Brasil, o debate sobre o tabelamento das taxas de juros evidenciou as divergências internas. Enquanto uma ala defende maior rigor fiscal e o cumprimento das metas, outra aposta no aumento dos gastos e investimentos para estimular a economia.
A indefinição sobre quem comandará o Ministério da Fazenda em 2027 também aumenta as incertezas. Entre os nomes cotados está o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), considerado bem avaliado pelo mercado financeiro. Não há, porém, confirmação oficial sobre sua indicação.
De acordo com o analista, Lula tem ouvido aliados e conselheiros antes de definir a nova equipe ministerial. A expectativa é de que as decisões sejam anunciadas nos próximos dias.
As divergências sobre a condução da economia marcaram o terceiro mandato de Lula e, segundo a análise, devem continuar no próximo governo, especialmente diante das cobranças do mercado por responsabilidade fiscal.



