A Procuradoria-Geral da República (PGR) apoiou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a quebra do sigilo da fonte do jornalista Luís Pablo, do Maranhão. O profissional publicou reportagens sobre o possível uso irregular de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e familiares. Em março, Moraes também autorizou buscas e apreensões na casa do jornalista.
No parecer, o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que a medida é necessária para identificar a origem das informações e apurar uma possível relação financeira para a divulgação das reportagens. O jornalista é acusado de cobrar R$ 100 mil para publicar o conteúdo. Segundo Gonet, a circulação dos dados poderia colocar em risco a segurança de integrantes do STF.
A defesa de Luís Pablo contesta a quebra de sigilo e afirma que a medida viola o direito constitucional de proteção à fonte. Os advogados pedem o arquivamento da investigação. Um relatório da Polícia Federal, citado pela CNN Brasil, apontou que não há indícios de crime de violação de sigilo funcional pelo jornalista.
Com informações da CNN Brasil



