A jovem Paula Castelo Branco, estudante de Administração Pública e uma das responsáveis por denúncias relacionadas ao uso político da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), afirma ter sido alvo de ameaças de agressão na noite desta quarta-feira (7).

Segundo Paula, ela recebeu prints de mensagens publicadas em grupos ligados a estudantes da universidade, nos quais integrantes teriam feito ameaças de violência contra ela após a divulgação de denúncias envolvendo manifestações e discursos de caráter político dentro do ambiente universitário.
Os registros chegaram até Paula por meio de um estudante que, segundo ela, se solidarizou com a situação e decidiu alertá-la sobre o conteúdo das mensagens. O estudante teria encaminhado os prints para que ela tomasse conhecimento das ameaças e pudesse adotar as medidas cabíveis.
Diante da gravidade do caso, Paula afirma ter registrado um boletim de ocorrência, levando às autoridades os registros recebidos.
As ameaças teriam ocorrido após a jovem realizar e divulgar denúncias sobre o que considera ser a utilização da estrutura e do espaço acadêmico da UFRN como instrumento de promoção política de partidos e grupos de esquerda.
Denúncias anteriores
Paula já vinha utilizando as redes sociais para denunciar episódios que, segundo ela, demonstrariam a presença de manifestações político-partidárias no ambiente universitário.
Em uma das denúncias mais recentes, um vídeo recebido anonimamente mostrava um discurso de caráter político realizado durante uma aula na UFRN, com defesa da eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O material foi divulgado pelas redes sociais do movimento Direita UFRN, ligado à atuação de Paula.
A estudante afirma que sua intenção é questionar a utilização do espaço universitário para manifestações político-partidárias, defendendo que a universidade deve permanecer como ambiente de pluralidade, debate acadêmico e liberdade de pensamento.
“Não vou me calar”, afirma Paula
Após tomar conhecimento das ameaças, Paula afirmou que não pretende interromper sua atuação por causa das intimidações.
Para ela, divergências políticas fazem parte do debate democrático, mas não podem ultrapassar os limites do respeito e da integridade física.
O caso agora deverá ser analisado pelas autoridades competentes, que poderão apurar a origem das mensagens, identificar os responsáveis e verificar se houve efetivamente prática de ameaça.
Até o momento, não há confirmação pública sobre a identidade dos autores das mensagens ou sobre eventual responsabilização dos envolvidos.
Paula afirma que continuará documentando os episódios e adotando as medidas legais cabíveis diante de novas ameaças ou tentativas de intimidação.



